Morador de Mauá está entre os presos em operação contra pedofilia

Por Portal Opinião Pública 20/02/2018 - 15:48 hs
Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Estado de São Paulo prendeu mais de 30 acusados de pedofilia na Grande São Paulo. As prisões são parte da Operação Harpócrates, que cumpre 49 mandados de busca e apreensão em 21 cidades da região metropolitana de São Paulo, incluindo a Capital. Foram apreendidos computadores, celulares e mídia.

Alguns presos são de cidades do Grande ABC, como Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema e Ribeirão Pires.

Os suspeitos foram presos nos municípios de Carapicuíba, Cotia, Itapecerica da Serra, Barueri, Jandira, Itapevi, Santana do Parnaíba, Ferraz de Vasconcelos, Praia Grande, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Ribeirão Pires, Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Embu-Guaçu, Embu das Artes, Vargem Grande Paulista, Osasco e Taboão da Serra.

As investigações, que estão em andamento há seis meses, tiveram como base denúncia anônima de um morador de Taboão da Serra sobre um suspeito de armazenar material pornográfico.

A partir daí, foi feito o levantamento do IP, que é a identidade de cada computador, o que levou a uma rede que inclui 49 pessoas.

A delegada Gilmara Natália dos Santos disse que todos os alvos da operação são pessoas acima de qualquer suspeita, que não aparentavam ter envolvimento com esse tipo de crime. Há, entre os presos, um funcionário de escola infantil, um diretor de bufê e um guarda civil municipal, além de um pai e um filho residentes na mesma casa, que, segundo a Polícia Civil, disseram não ter conhecimento que ambos praticavam tal ato.

“Temos alvos com 7 mil arquivos no computador. Isso é muita coisa. Todos eles estavam ligados por sites onde o material era disponibilizado”, disse a delegada.

Os presos serão encaminhados para os Centros de Detenção Provisória de suas cidades e, em seguida, para audiências de custódia nas respectivas cidades.

A pena para tais crimes, prevista no Artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é de quatro anos de detenção. “O crime de armazenar fotografias e vídeos é permanente. Para quem transmite, a pena é maior e não há fiança”.